Social Icons

terça-feira, 21 de setembro de 2010

VMB 2010 e o Rock brasileiro...

Ah, VMB! Evento tão esperado! Tapete vermelho, prêmios, festa, artistas, shows... Saudades da época em que os prêmios do VMB eram escolhidos por profissionais...
Pois é. O VMB aconteceu na ultima quinta-feira e, ao contrario do VMA, considero o desastre brasileiro de 2010.
O evento em si foi muito bem feito. Cada ano a MTV tem mais boas idéias para a festa: chamar apresentadores de outras emissoras e colocar o Adnet como host foi uma ótima tacada. Os Shows de Capital Inicial, Fresno, Otto e Ok Go foram os melhores da noite, e para os machos de plantão, teve até a não ilustre presença de Larissa Riquelme (e para os não tão machos, a presença de Christian Chávez...).
A decepção está na premiação. Considerando, claro, que você não seja um jovem colorido.
Vamos analisar a premiação, considerando pontos positivos e negativos:
Pitty levou, com o vídeo “Fracasso”, o melhor clipe de rock. Ela não compareceu ao evento, mas gravou um vídeo agradecendo. Pitty ganhando vídeo de rock? Ponto positivo para o VMB!
MV Bill ganhou vídeo de rap, Diogo Nogueira o de MPB, Thiago Pethit foi a Aposta e School of Seven Bells a aposta internacional. Premios merecidos, somando mais alguns positivos para o VMB 2010.
O problema começa agora: Artista do Ano, Clipe do Ano, Clipe Pop, Revelação e Hit do Ano. Todas as categorias vencidas por Restart.
Restart... gerando polemicas, gerando famílias, e gerando revoltas.
Concordo que cada um tem um gosto musical. E quanto mais diversidade na música, melhor. Mas o grande problema do Restart não são suas musicas, nem suas roupas ou coraçõezinhos mandados para as fãs alienadas apaixonadas. O problema é a classificação que a própria banda se impõe: o Happy Rock. Happy ROCK.
Não! Não! Isso não!
Happy Rock? Não, o rock não é happy. Nunca foi, e nunca será!
Happy é pop. Happy é qualquer outro estilo, menos rock!
A transformação que o rock sofre durante a sua existência é inegável. Os tempos mudam e as tendências também, aparecem vertentes e estilos diferentes. Do Beatles e Rolling Stones de antigamente, chegamos ao Queens of The Stone Age, e a bandas como The All American Rejects e Paramore, cada uma totalmente diferente das outras. No Brasil, a influencia do “emo” foi grande nos últimos anos. De Raimundos, Pitty, passamos à Fresno e Nx Zero. Muita gente pode não gostar do “emo”, mas não se pode negar que ali tem melodia, letra. Rock.
O Rock é isso: é a letra mostrando revolta com a sociedade, ou revolta contra si mesmo. O rock é a libertação dos jovens, e a curtição dos mais velhos. O rock é guitarra, às vezes pesada, às vezes rápida. É o grito do vocalista, o solo do baterista. É o barulho.
Mas e o Happy Rock? Onde fica a letra do Restart? Onde fica a melodia do Replace? (aliás, onde fica a voz do vocalista do Replace?). Onde está a rebeldia ao se vestir com roupas fluorescentes e carregar ursinhos de pelúcia no trem? (acredite, já vi isso...)
A própria MTV considera Restart Pop, pois eles não aparecem na categoria clipe de rock. Mas não é o pensamento da maioria, pois na atualidade, cantar Lady GaGa tocando guitarra já é considerado Hardcore.
Chegar ao ponto de uma banda desse estilo levar todos os prêmios importantes para casa, nos mostra a que ponto da musica brasileira chegamos: Onde a internet domina cada vez mais, e a verdadeira música aparece cada vez menos.
Mas Restart não se contenta em irritar os rockeiros... eles vão além, irritando os olhos daqueles que entendem um pouco do universo da moda.
Aliás, o que exatamente Pe Lanza quis com aquela roupa? Misturar uma jaqueta estilo Brandon Flowers (The Killers) com cores fluorescentes... ?
Se este é o novo rock brasileiro, para mim o rock está morto.
Conclusão da música 2010: Lady GaGa rainha do VMA (merecido), Restart “rainhas” do VMB.
E dizem que o fim do mundo é em 2012...

2 comentários:

  1. Ah,
    Gostar dessas merdas coloridas aí nem é questão de alienação. (Aliás, tenho um sincero desgosto pelo uso que a maioria das pessoas que eu conheço faz dessa palavra). É querer fazer parte de um grupo e talz. Isso de Restart, de Crepúsculo e outros desses "buuns" é uma forma de algumas pessoas adquirirem uma das formas de dar significado a sua existência medíocre. Se eu posso fazer isso com metal, deixa esse povo fazer isso com esses lixos aí.

    ResponderExcluir
  2. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAmei *-*

    cara, teu post ta DIGNISSIMO, concordo mto
    achei ridiculo eles terem levado cinco premios! E replace quem? rs nunca ouvi graças rs

    ResponderExcluir

 
Blogger Templates